

DERMATOGLIFIA
O QUE É DERMATOGLIFIA?
A Dermatoglifia é um método científico no qual obtemos informações reais sobre o potencial
genético de desenvolvimento fetal de cada pessoa, a partir do estudo das impressões digitais.
É um exame simples e não invasivo, a chamada análise dermatoglífica.
As impressões digitais são resultantes de uma combinação de fatores relacionados ao código genético. Estes índices Dermatológicos são formados pela mesma camada (Ectoderma) do embrião humano do qual se forma o sistema nervoso ainda no estado intra-uterino dos três aos seis meses de vida e não se alteram mais. As pesquisas mostram que esta representação dérmica apresenta correlação direta com as capacidades biofísicas, além das combinações físicas entre estas valências.
O conhecimento do potencial genético permite um prognóstico e portanto, diferenciar os componentes físicos, fracos e fortes, previstos, das possibilidades do indivíduo/atleta, o que vai ao encontro de um dos principais Princípios do Treinamento Desportivo: a Individualidade Biológica. Indivíduos diferentes apresentam respostas diferentes para o mesmo exercício/atividade e se adaptam de modo diferente.
Segundo FERNANDES, et al (2002), os fatores ligados à biologia humana são pouco modificáveis, contudo, as consequências da idade ou de uma pré-disposição genética influenciam cerca de 40% no rendimento atlético ou laboral.
A dermatoglifia antecipa a utilização das tendências genéticas de um indivíduo e, aliada à atuação do meio ambiente, pode contribuir, não exclusivamente para a determinação do talento, mas para potencializar o seu desenvolvimento, podendo ser utilizada na orientação e montagens de treinamento com diferentes finalidades, indo da melhora da aptidão até a alta performance.
Dermatoglifia é conceituada como a ciência que estuda o relevo da pele e desenhos da ponta dos dedos e palmas das mãos, sendo importante para indicar um prognóstico de baixa coordenação motora e por conseguinte dificuldades na alfabetização, iniciar descoberta de talentos, orientação a aplicação no esporte, treinamento específico do atleta, no desenvolvimento da resistência, velocidade, qualidades de força ou de ações complexas de coordenação (shwarts, 1975; serguenko, 1990; Abramova e col, 1992).
A captação das impressões digitais pode ser realizada através de rolete entintador com impressão em folha de papel para leitura posterior ou por meio de um Leitor Dermatoglífico® (scanner informatizado) tendo em ambos os casos sua análise interpretativa realizada pelo Dr. Mauro M. Macêdo que mostra as características qualitativas e quantitativas do genótipo. Este direcionamento é feito através do estudo de 3 tipos de desenhos (arco, presilha e verticilo) encontrados nas digitais dos 10 dedos das mãos, onde cada desenho e número de linhas que os formam tem um significado, além das linhas e ângulos dos desenhos das palmas das mãos.
Durante o período gestacional, as impressões digitais vão se formando na ponta dos dedos de acordo com comandos genéticos e com a maturação do sistema nervoso central. Assim, o indivíduo traz escrito na ponta dos dedos e nas linhas e ângulos das palmas das mãos, algumas das informações que revelam ou traduzem parte do seu DNA e de seu desenvolvimento neurológico.
Acontece que os padrões nas pontas de nossos dedos estão intimamente relacionados às melhores características do sistema nervoso de cada um de nós e, portanto, ao nosso bem-estar, comportamento e caráter. Isso significa que, combinando padrões papilares, os cientistas podem identificar ou suspeitar várias doenças, para determinar a capacidade para esportes específicos, morais-volitivos, psicológicos e qualidades de negócios pessoa.
COMO É A REALIZADA A AVALIAÇÃO DA DERMATOGLIFIA?
Para a coleta das Impressões Digitais para a dermatoglifia poderão ser utilizados os seguintes métodos:
DIGITALIZAÇÃO DE IMAGENS - As Impressões Digitais serão coletas, através de almofada tintada ou de aparelho composto de scanner que reconhece os desenhos dermatoglíficos onde serão posteriormente analisadas, classificadas e interpretadas, possibilitando o reconhecimento de padrões necessários para avaliação, identificação dos padrões dermatoglíficos e do Potencial Genético Esportivo.
Independente do método escolhido o que importa efetivamente é quem faz esta análise e o que ela aponta. Ela nos orienta quanto à predisposição genética do indivíduo.
PARA QUE SERVE?
NA EDUCAÇÃO
Nos anos iniciais do ensino fundamental, quando se dá o processo de alfabetização (SANTOS E AZEVEDO, 2016), afirmam que reconhecer previamente o nível da coordenação motora é crucial, uma vez que todos os conhecimentos acadêmicos posteriores partem dele.
Neste sentido, reconhecer distúrbios no processo de alfabetização o mais cedo possível pode ser um fator determinante para o sucesso escolar (GESKE E OZOLA, 2008; SANZANA et al., 2017), pelas possibilidades de intervenção precoce que surgem, sendo um dos caminhos para este reconhecimento a utilização de instrumentos avaliativos.
Estudos recentes direcionam para uma relação entre rendimento escolar e padrões coordenativos (CAMERON et al., 2016; FERNANDES et al., 2016; CASTILHA et al., 2018). Desta forma, um olhar mais atento aos aspectos coordenativos de crianças e jovens pode também servir de subsídio para um melhor planejamento de intervenções educacionais dentro do processo de ensino e aprendizagem.
A coordenação motora, é descrita por Gallahue e Ozmun (2005) como “a habilidade de integrar, em padrões eficientes de movimento, sistemas motores separados com modalidades sensoriais variadas” é uma capacidade motora com enorme influência no desenvolvimento motor de crianças. Tal habilidade requer, além de predisposição genética, estímulos variados durante a infância, objetivando seu pleno desenvolvimento, afim de otimizar o repertório motor do indivíduo, dessa forma, Coordenação Motora pode ser definida segundo Macêdo (2006) como “a expressão motriz do pensamento”.
Pereira e Calsa (2009), Pinto (2014) e Carvalho, Ciasca e Rodrigues (2015) reforçam a teoria de que crianças com dificuldades de aprendizagem também apresentam distúrbios ou atrasos motores. E estes atrasos motores parecem ter relação tanto com fatores de ordem genética quanto da falta de experiências motoras (OFFEI et al., 2014).
Entendendo que o Ser Humano se expressa pelas intenções, gestos e emoções, que é único e indivisível, uma vez antecipadas possíveis dificuldades nos aspectos motores, possibilita-se que elas sejam trabalhadas por profissionais de Educação Física, o que permitirá influenciar no processo educacional dos alunos.
Como exemplo, para que aconteça a aprendizagem reflexiva da leitura, é necessária uma aprendizagem prévia: a aprendizagem sensório-motora, processo este que se dará pela manipulação e tato (CAMERON et al., 2016). Quando à criança é propiciado sentir as letras e os números, é também propiciada a construção da imagem, dos esquemas e das formas baseados na incorporação de dados motores e sensoriais. Por meio da conscientização dos movimentos corporais e da expressão das emoções, a criança desenvolve os aspectos motores, intelectuais e socioemocionais, facilitadores do processo de aprendizagem (FONSECA, 2012).
Pereira e Calsa (2009) destacam que para otimizar a aprendizagem da escrita é importante que sejam trabalhadas as habilidades motoras além das habilidades cognitivas, uma vez que o ato de escrever está intimamente ligado à ação motora de traçar corretamente cada letra para a construção das palavras.
Fávero (2004) corrobora quando afirma que a orientação espacial e a coordenação motora fina são pré-requisitos para escrita, para adequar o tamanho das letras e formas ao espaço, para guiar o traçado da esquerda para direita, de cima para baixo, controlando os movimentos de modo a segurar o lápis com a correta medida de preensão.
Quanto maior o número de experiências motoras e psicossociais que a criança experimentar, menor será sua dificuldade em desenvolver as habilidades escolares (TISI, 2007). A aprendizagem da escrita, por exemplo, demanda uma ação conjunta de diversas habilidades, como acuidades auditiva e visual, decodificação de sons, organização espaço-temporal, controle corporal, lateralidade, coordenação motora fina, dentre outras (SUEHIRO, SANTOS e RUEDA, 2015) que, por isso, requer um apurado desenvolvimento perceptomotor (SANTOS e JORGE, 2007).
Da mesma forma, a detecção dos potenciais esportivos é realizada à partir da investigação precoce das crianças, através de métodos pedagógicos, morfológicos, psicológicos e genéticos. O aspecto mais importante do conhecimento do potencial genético é a orientação inicial: escolha certa e antecipada das atividades esportiva (levando em conta os potenciais genéticos indispensáveis para um determinado tipo de esporte) ajudando o a criança a progredir rapidamente e potencializando atingir altos resultados e muitos anos na prática do esporte.
O processo de aprendizagem é individual, variável e dependente de fatores como idade, maturação, motivação e experiências culturais, integradas ao sistema nervoso central, sistema nervoso periférico e desenvolvimento integral de um indivíduo (GIACHETI E CAPPELINE, 2000). Nesse mesmo sentido, deduz-se que a aprendizagem é um processo integrado (intelecto, afetividade, sistema muscular), diversificado e contínuo, no qual qualquer indivíduo é capaz de se mobilizar de maneira orgânica (NUNES E SILVEIRA, 2015).
Aparentemente, uma aprendizagem realizada de maneira relevante possibilitará o desenvolvimento de outras do mesmo âmbito; os estudos de Le Boulch (1982) e também de Bordenave e Pereira (2015) sugerem que conhecimentos previamente adquiridos, conservados e consolidados a partir de experiências não verbais, tais como pela dança, jogo, canto, música, etc., refletirão na criança um avanço em seu desenvolvimento motor e cognitivo.
NO ESPORTE
Além das qualidades físicas (coordenação motora, força (potência), velocidade, ritmo, agilidade entre outras) expressas nas pontas dos dedos como já vimos anteriormente, dentre as características individuais que a dermatoglifia é capaz de predizer, encontra-se o potencial aeróbico e anaeróbico, onde encontramos pessoas que possuem uma pré-disposição genética predominantemente aeróbica, outras anaeróbicas e ainda outras onde não há predomínio de nenhuma. Assim torna-se importante conceituar tais potenciais:
Potencial Aeróbico: capacidade de se realizar determinado exercício com quantidade suficiente de oxigênio por um longo período de tempo. A melhora do componente aeróbico implica na redução da frequência cardíaca em repouso, no esforço, e na melhoria da aptidão cardiorrespiratória, que sendo uma qualidade física de base, é fundamental pela condição do indivíduo em suportar o tempo de treinamento no preparo das qualidades físicas específicas de um determinado esporte.
Potencial Anaeróbico: capacidade de se realizar um exercício com intensidade máxima ou sub-máxima em déficit de oxigênio durante um curto período de tempo. A melhora deste potencial implica em aumento da massa corporal magra, ganhos de força explosiva e da agilidade. (Tubino M.J.G. e Macêdo M.M., 2006; Fernandes Filho e Roquetti Fernandes, 2000).
NA SAÚDE
Na medicina- as Impressões Dermatoglíficas (gravuras da pele) tem intrigado o ser humano desde a era primitiva, ao longo dos anos, vem sendo objeto de estudo para anatomistas, fisiologistas, geneticistas, antropologistas, médicos, etc. Além disso, no campo da identificação legal, os dermatoglifos tem sido utilizados como método de aceitação mundial por mais de um século (Penrose, 1968).
Os padrões dermatoglificos são estabelecidos por volta do terceiro ao sexto mês da vida fetal, e permanecem estáveis com a idade, faz com que o envolvimento pós-natal não tenha qualquer papel na variabilidade dermatoglifica, exceto em algumas condições patológicas, trazendo vantagem sobre outras medidas físicas ou fisiológicas em humanos (Chakraborty, 1991).
Na prática médica, os dermatoglifos tem dado sua contribuição no diagnóstico e esboço de certas síndromes, bem como no estabelecimento da zigosidade de gêmeos e levantamentos antropológicos de populações genéticas (Mulvihill, Smith, 1969).
Na genética clínica os estudos dermatoglíficos são de extrema importância nas doenças de transmissão direta, como nas anormalidade cromossômicas e síndromes não cromossômicas, deformidades e associações. Por outro lado, vem se expandindo ao longo dos anos também em doenças onde há somente uma predisposição genética (MC Neish, Anderson, 1974).
A Dermatoglifia é amplamente utilizada nas patologias da medicina, na indicação, prevenção e tratamento da Hanseniase (Almeida, Gallo, Oliveira, 1984). Identificam os padrões dermatoglíficos (marcas genéticas) em pacientes com câncer de próstata (Victoria, Julia, Flores, Domingues, 1992); técnicas de identificação na medicina legal de indivíduos com malformações genéticas (Felix Pacheco, 1904, Calzadilla, Zaldivar, 1990); nas configurações dermatoglíficas da Enfermedad de Wilson ( Calle, Brioso, Suarez, 1998), diagnóstico no tratamento da doença Celíaca (Taran, Medeiros, Wehba, 1998), na prega simiesca presente na Sindrome de Down (Gonçalves, 1980) e presentes em fetos abortados espontaneamente (Forbes, 1964), diferenças das etnias populacionais (Pereira da Silva, 1967, Jazen, Francisco, Palatnik, 1983; Luna, Chafic, Moral, 1997); problemas visuais, auditivas e mentais (Randelova, 1994), “hipertensos” identificação pelos ângulos dermatológicos (Godfrey, Barker, Peace, Cloke, Osmond, 1993 ), a obesidade nas crianças e seu desenvolvimento para a vida adulta (Kaladze, Chebanova, Doroshenko, 1992), identificação e comparação de cada tipo de Impressões Dermatoglíficas pelo mapeamento do EEG – Eletroencefalograma (Bogdanov e col, 1998), foi desenvolvido um sistema computadorizado de coleta, diagnóstico e análise das Impressões Dermatoglíficas, que facilitam o trabalho dos cientistas (Goto, Ikemoto, 1992; Jorge, Hernandez, Meza, 1997).
NO TRABALHO
Pessoas cujos dedos são dominados pelos padrões mais simples - arcos, distinguem-se por um tipo específico de pensamento; são diretos, persistentes, mas não se distinguem pela boa saúde; eles são tradicionais, inequívocos, propositais, mas é difícil para eles se adaptarem a uma mudança no ambiente externo. Não ouvem as opiniões dos outros, são verdadeiros, não gostam de intrigas, falam a verdade facilmente na cara, apreciam coisas simples e prazeres. Na vida, eles dão a impressão de "tanques" reais, enquanto experimentam problemas de auto-expressão. Deus me livre de cair sob a mão pesada de tal chefe (a propósito, de acordo com as observações, são os donos de arcos que mais frequentemente ocupam cargos de liderança). Felizmente, uma pessoa com arcos é muito previsível. E se esse chefe sorrir para você, tenha certeza: ele está realmente satisfeito com você.
Pessoas com cachos, pelo contrário, são muito emocionais, vulneráveis, muitas vezes talentosas. Eles têm um comportamento variado e altamente complexo. Muitas vezes eles mesmos não percebem do que são capazes. Apesar de sua super-resistência, pessoas desse tipo não podem e não querem suportar circunstâncias desagradáveis para si mesmas. Quanto mais cachos, mais uma pessoa é propensa à introspecção, insatisfação consigo mesma. Pode ser distinguido pelo individualismo, interesse próprio e teimosia, excessivo, na opinião de outras pessoas, rebeldia e originalidade.
Pessoas com predominância de loops se adaptam facilmente a tudo o que acontece ao redor. Caracterizam-se pela sociabilidade, emotividade, capacidade de resposta, círculo largo de interesses. Eles estão equilibrados, firmes em seus pés, avaliam adequadamente o que está acontecendo. Esses são líderes ideais: não pressionam os outros (como fazem as pessoas com arcos) e não atormentam os subordinados com planos em constante mudança (como donos de cachos). No entanto, eles geralmente estão dispersos e podem não ter foco.
Arcos, loops (presilhas) e cachos (verticilos) são apenas o básico do conhecimento. Os mesmos arcos podem ser simples e quadriculados, loops - cotovelo, radiais ou complexos. Além disso, cada dedo corresponde a uma determinada área da vida. Um nos personifica na esfera de nossas ambições, o outro na esfera relações interpessoais etc. Um certo padrão em um dedo em particular mostra um modelo de comportamento humano em situações específicas, sua saúde, habilidades, características de pensamento. É por isso que não é tão fácil fazer um passaporte genético.





